
Este livro de Carlos Corrêa Gago, Eduardo Gomes Cardoso, José Torres Gomes, Luiz Moura Vicente e Mário Cardoso dos Santos tem como base clarificar o conceito da Produtividade em Portugal, compará-la com o resto dos países da União Europeia e do Mundo, relacionar este conceito com a qualidade (que por vezes é esquecido) e ainda mostrar relatos de várias empresas de todos os sectores de actividade.
O livro (escrito em 2003) relata uma realidade pouco diferente dos dias de hoje, um Portugal com índices muito pouco elevados de produtividade e com muita precariedade no mundo do trabalho. Em relação aos países da UE, que na altura eram 15, Portugal era completamente ''esmagado'' pela maioria dos países, mas os autores não ficaram pelas estatísticas, e afirmam que a produtividade, mais que uma medida de grandeza quantitativa, é uma grandeza qualitativa, isto é, a produtividade não pode ser comparada pela quantidade de bens produzidos e serviços prestados, essa quantidade deve ser ''investigada'' a fundo e perceber a qualidade destes.
Podemos concluir que Portugal, pode não ser uma potência no que toca à produtividade, no sentido restrito - em que só interessa a quantidade - mas quando falamos na qualidade, especialmente na indústria do calçado (o livro apresenta um relato da empresa Fly London de Guimarães), somos reconhecidos mundialmente.
Este livro apresenta várias conclusões, mas na nossa opinião a conclusão mais importante que devemos retirar, é que é preciso ver além das estatísticas e entender os valores quantitativos de uma forma mais aprofundada, principalmente quando falamos de assuntos ligados à produção e aos trabalhadores.
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