Gestão de Recursos Humanos não é mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores, mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores.
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quarta-feira, 11 de março de 2015

Paulo Macedo explica por que motivo não pode haver total autonomia para contratar

“Se se desse autonomia para os grandes hospitais contratarem desapareciam todos os médicos do Interior.” Foi desta forma que o ministro da Saúde explicou este manhã no parlamento por que motivo o ministério não concorda com o pedido que tem sido ouvido por parte das administrações hospitalares para que haja maior autonomia na contratação de profissionais.

As primeiras limitações às contratações nos hospitais públicos foram instituídas em 2010 pela ministra da Saúde Ana Jorge. Na altura, o governo socialista invocou razões financeiras, obrigando os hospitais com resultados líquidos negativos a pedir autorização para fazer contratações. Desde então várias regras mudaram. Os hospitais passaram a ter de seguir a tabela da Função Pública nos contratos individuais de trabalho e passaram a ter de pedir autorização para todas as contratações. A situação só foi aliviada em 2014 para as contratações de médicos tarefeiros, tendo sido estabelecidas quotas máximas de horas que os hospitais e centros de saúde podem contratar a empresas prestadoras de serviço.

Paulo Macedo defendeu que continua a ser necessário haver limitações para não “desguarnecer” os hospitais da periferia. Nesta área, o governo anunciou esta semana o pacote de incentivos para fixar médicos em zonas onde existem mais carências, regime de subsídios que se traduzirá numa ajuda financeira de 21 mil euros no espaço de cinco anos a cada profissional que seja contratado para os serviços que vão ser listados num diploma a publicar em breve.

Paulo Macedo anunciou que vão manter-se os concursos de âmbito nacional, prometendo que este ano além do recrutamento de recém-especialistas em Abril e Novembro haverá novos concursos para recrutamento de médicos de família, especialistas hospitalares e também um concurso de mobilidade institucional.

Questionado sobre a promessa de que até ao final da legislatura todos os portugueses teriam médico de família, Paulo Macedo comprometeu-se apenas em reduzir o actual de número de utentes sem médico de um milhão para meio milhão até ao final do ano, isto tendo por base os recrutamentos de clínicos actualmente em curso.

Fonte:http://www.ionline.pt/artigos/portugal/paulo-macedo-explica-motivo-nao-pode-haver-total-autonomia-contratar

Interpretação da notícia:
A autonomia na contratação de médicos, ou de outros funcionários públicos, devia ser um conceito pré-adquirido logo desde o início, pois não há ninguém mais habilitado, que a própria instituição para saber quais são as suas necessidades no que toca à contratação de novos colaboradores. 
São as instituições que têm o conhecimento interno próprio para saber quais são os trabalhadores que encaixam no perfil do posto laboral que necessitam e não o Estado que só vê as necessidades das instituições por fora. O argumento do Ministro Paulo Macedo é preocupante, pois afirma que se se desse autonomia suficiente aos grandes hospitais, o interior do país ficava sem médicos, mas já não acontece isso? Portugal é um país que necessita de médicos estrangeiros para suprir as necessidades de vários centros de saúde e hospitalares, por isso desde logo dá para perceber que temos poucos médicos, seja no litoral ou no interior.
Um mau recrutamento poderá sair muito caro a uma organização, por isso se não lhe for dada (alguma pelo menos) autonomia para contratar, então o mais certo é que essa contratação acabe por ser um fracasso.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Trabalhadores insatisfeitos com o trabalho têm maior consumo de substâncias



Os trabalhadores mais insatisfeitos com o seu trabalho são os que apresentam consumos mais elevados de substâncias, o que tanto acontece no tabaco e no álcool, como em medicamentos (sedativos, tranquilizantes ou hipnóticos) e drogas ilícitas, revelam dados do estudo Consumo de substâncias psicoativas na população laboral, apresentado esta quarta-feira em Lisboa. Ainda assim, o emprego parece funcionar como um fator protetor quando se avaliam os consumos entre a população desempregado que atinge níveis mais elevados, sobretudo no tabaco e no álcool.

 Além da insatisfação no trabalho há outros fatores laborais que surgem associados a uma maior prevalência de consumos – é o caso do vínculo laboral. Olhando, por exemplo, para o consumo excessivo de bebidas alcoólicas constata-se que a diferença entre quem é precário e quem tem vínculo à empresa é grande: no caso dos homens apresentam consumo nocivo de álcool 32,5% dos trabalhadores sem vínculo, face a 17,9% dos que o tem, no caso das mulheres a diferença existe mas é mais ténue, entre 10,6% (sem vínculo) e 8% (com vínculo).
Os desempregados apresentam prevalências de consumo de substâncias mais elevados do que as pessoas que estão empregadas. Isso é especialmente notório nos homens no caso do tabaco, em que 53,3% dos desempregados dizem fumar, face a 33,8% das pessoas empregadas. No caso do consumo excessivo de bebidas alcoólicas a diferença é entre 20,7% nos empregados e 22,9% no caso dos desempregados.

Os inquiridos do estudo respondem que nas empresas onde trabalham não são feitas ações de prevenção e controlo de consumo de álcool e drogas no local de trabalho. São 79% os que dizem que não existe qualquer regulamento sobre o seu uso no local de trabalho. Ainda mais inquiridos (87,6%) dizem que no seu trabalho não foi realizada qualquer ação de prevenção sobre esta questão. “Há muito para fazer nesta área”, admitiu o diretor do Sicad, João Goulão.

Quando à realização de testes para a deteção de consumo de álcool e drogas ilícitas, a percentagem dos que dizem que nunca foram feitos ronda os 90%. Manuela Brito, médica do Sicad no Porto, sublinhou que é preciso ter cuidado em relação à forma como os testes de despistagem de drogas e álcool podem estar a ser usados em meio laboral. A clínica disse “que estão a receber cada vez mais relatos” de trabalhadores que dizem que estes testes não são feitos pela medicina no trabalho, mas “por chefias diretas” e “que são usados como forma de chantagem contra o trabalhador”.


Fonte: Catarina Gomes 25/06/2014 - 16:51  - Publico



Interpretação da notícia:
Esta notícia relaciona a produtividade laboral com o consumo de substâncias. O autor do estudo aponta como principais causas para o fenómeno: a insatisfação no trabalho e a curta duração do vínculo com a empresa, portanto podemos concluir que estes fatores levam a um desgaste psicológico que consequentemente poderá afetar a vida pessoal e social dos intervenientes.
Os recursos humanos têm um papel fundamental nestas situações pois poderão ter impactos tanto positivos como negativos nos trabalhadores. Por isso mesmo é que os gestores têm o grande poder de tornar uma pessoa/trabalhador feliz ou infeliz, pois é importante conseguir transmitir a um colaborador que tem confiança nele e que é um elemento fulcral na organização.
Quando não há transparência é difícil conseguir entrosar os vários colaboradores dentro da empresa. Podemos interpretar que a felicidade dos trabalhadores nos cargos que ocupam afetam a sua vida pessoal e o seu comportamento para com a sociedade.