Gestão de Recursos Humanos não é mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores, mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores.
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Emprego: a visão dos directores de Recursos Humanos

A maioria dos directores de recursos humanos 

estão contra as políticas implementadas pelo governo.


De acordo com um estudo feito com o Barómetro Kaizen (especialmente concebido para avaliar a economia portuguesa) uma percentagem significativa de directores de Recursos Humanos de grandes empresas sediadas em Portugal avaliam negativamente o desempenho do Governo no que ao combate ao desemprego de longa duração diz respeito. Ainda assim, cerca de 49% das grandes empresas nacionais, como é o caso da EDP, da Bial e Colep, acreditam que a situação irá melhorar e que, ainda este ano, a taxa de desemprego possa vir a diminuir.
Por outro lado, cerca de 40% dos directores de recursos humanos mostram reservas quanto a uma melhoria da situação laboral em Portugal, mas parecem crer que os níveis de desemprego não irão registar oscilações. As visões pessimistas são pouco significativas, ou seja, apenas uma pequena percentagem - 11% - confessa prever que a taxa de desemprego subirá.

Para além do referido. o Barómetro de Kaizen demonstra dados relevantes do ponto de vista da evolução do mercado de trabalho. Muitos especialistas de Recursos Humanos vêem as políticas de apoio ao empreendedorismo como um importante estímulo ao potencial humano, sobretudo dos mais jovens. A criação de estímulos, concedidos pelo governo, para que as empresas contratem é, também, um dos pontos mais bem cotados pelos especialistas de Recursos Humanos.
Este estudo demonstrou que o excesso de burocracia é um entrave a que as empresas não vejam como opção viável recorrer ao financiamento e, por sua vez, a não integrarem novos profissionais. Analisou-se também o grau de motivação dos trabalhadores e verificou-se que, ainda que se tenham registado melhorias relativamente ao ano anterior, os portugueses ainda são dos europeus menos satisfeitos com a sua situação perante o trabalho, e são dos povos que mais vêem a emigração como uma alternativa provável para a melhoria o seu nível de vida.
Ao nível do emprego, as opiniões parecem não divergir muito. Hoje em dia, mais do que nunca, é tempo de contenção e de cepticismo a nível do mercado de trabalho.

Direitos de autor por: Cátia Santos (http://pt.blastingnews.com/equipe-editorial/catia-santos/)

sexta-feira, 6 de março de 2015

Coordenador nacional diz que adiamento da maternidade "é um problema"

O coordenador da Comissão para uma Política de Natalidade em Portugal não vê com bons olhos a medida da Apple e do Facebook em oferecer o congelamento de óvulos às suas funcionárias. Joaquim Azevedo acredita que o incentivo à natalidade não passa pelo adiamento da maternidade.





A Apple e o Facebook decidiram oferecer às suas funcionárias a opção de congelarem os seus óvulos e adiarem, assim, a maternidade mais uns anos. A medida está a causar muitas reações e a dividir opiniões, especialmente por envolver duas grandes empresas que servem, muitas vezes, de modelo para tantas outras.
Joaquim Azevedo, da Comissão para a Natalidade, criada recentemente por Passos Coelho, admite não conhecer bem o caso em questão, mas defende que adiar a maternidade é, já em si, "um problema". "A adiar já andamos nós. As empresas têm é de criar condições, em termos de horários e acompanhamento, para incentivar as pessoas a terem filhos", explica, ao JN.
"Ir pelo caminho do adiamento não é bom, pois a infertilidade aumenta com a idade. As empresas têm é de fazer com que as mulheres possam ser mães na idade mais adequada e na fase em que têm mais saúde", assegura. "Isso é que é importante e é isso que pretendemos com esta comissão".
"Há muitas outras medidas de harmonização do trabalho e da família que as empresas podem implementar e que não passam pelo caminho do adiamento", finaliza.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=4181169  - Jornal de Noticias

Interpretação:
Estas 2 grandes empresas ao tomarem esta iniciativa, poderão estar de certa forma a exercer um pressão sobre as suas trabalhadoras para que não tenham filhos, que pode levar a longo prazo a um aumento da insatisfação das suas trabalhadoras, já que a fertilidade diminui com o passar do tempo, as trabalhadoras ao adiar a decisão de ter filhos também poderá levar a que mais tarde não consigam ter devido à idade. Sendo estas empresas de sucesso, poderá levar a que outras empresas sigam o seu exemplo, o que continuará a contribuir ainda mais para as baixas taxas de natalidade que já existem e para a diminuição da produtividade devido às pessoas se sentirem insatisfeitas.  

segunda-feira, 2 de março de 2015

As pessoas estão no centro do sucesso (nem sempre assim são tratadas)

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Os hipermercados são um lugar horrível: cínico, falso, cruel. À entrada, os consumidores limpam a sua má consciência reciclando rolhas e pilhas velhas, ou doando qualquer coisa ao sos hepatite, ao banco alimentar ou ao pirilampo mágico.
(...)

Vou-vos relatar apenas a minha banal experiência diária (sem pontos de exclamação já que o escândalo é comum a qualquer um dos tópicos que irei descrever). Espero que sirva de alguma coisa, apesar de saber que ninguém se incomodará muito com ela. Afinal, é a mesma selva que está já em todo o lado.

1 – Salário
Trabalho 20h semanais em troca de 260€ mensais, o que dá pouco mais de 3€ por hora. Que isto se possa pagar a alguém em 2015 devia ser motivo de vergonha para um país inteiro. Que seja um milionário a pagar-me esta esmola devia dar pena de prisão efectiva.

2 – Precariedade
Já vou no terceiro ‘contrato’ de seis meses e ainda não passei a efectiva. Quando chegar a altura em que poderei finalmente entrar para o quadro, serei dispensada como tantas outras. A explicação para a quebra brutal na natalidade está encontrada: afinal, alguém consegue ter filhos nestas condições?

3 – Trabalho não remunerado fora do horário de trabalho
Se o futuro é uma incógnita, o presente é sempre igual: todos os dias, sem excepção, trabalho horas extras grátis que me são impostas. O meu horário de saída é às 15h mas, depois dessa hora, ainda tenho para executar várias tarefas obrigatórias, que me levam entre 15 a 20 minutos diários, como arrumar os cestos das compras e os artigos que os clientes deixam ficar na caixa ou guardar o dinheiro no cofre. No quase ano e meio que levo a trabalhar no Continente, devo ter saído uns 5 dias, no total, à hora certa. E já cheguei a sair uma hora e meia depois das 15h, apesar de os meus superiores saberem muito bem que dali ainda vou para outro trabalho e de, por isso, eu ter sempre imensa pressa para não me atrasar.

4 – Trabalho em dias de folga
Para perpetuar a falta de funcionários na loja, obriga-se aqueles que lá estão a trabalharem pelos que fazem falta, oferecendo assim todos os meses algumas horas do seu tempo de vida e de descanso ao patrão, que deste modo poupa no número de salários a pagar. Mais absurdo: num dia em que esteja de folga, posso ser convocada para ir à loja para fazer inventário. Sou obrigada a ir, apesar de estar na minha folga, e apenas posso faltar mediante justificação médica. E, como se não bastasse, até já aconteceu eu ser avisada no próprio dia da folga.

5 – Cada segundo de exploração conta
Neste ano e meio, cheguei uma única vez 5 minutos atrasada e a minha superior foi logo bruta e agressiva comigo, tendo-me gritado e agarrado pelo braço, apesar de supostamente haver uma tolerância para se chegar até 15 minutos atrasada. Nunca mais voltei a atrasar-me. Nem 10 segundos. (Já sair pelo menos 15 minutos mais tarde do que a hora prevista, isso é todos os dias.)

6 – Formatação do corpo
Relativamente à aparência física, devemos formatá-la meticulosamente, ao gosto sexista do patrão. Na loja onde trabalho, várias colegas tiveram por isso de eliminar os seus pírcingues, apagar também a cor das unhas (lá só é admitido o vermelho) e uma até teve de mudar de penteado. O patrão quer que nos apresentemos como autênticas bonecas. Faz lembrar os escravos que eram levados para as Américas, a quem se retiravam as suas marcas corporais para serem explorados sem outra identidade que a de escravos (seres humanos transformados em mercadorias).

7 – Pausa para comer/urinar/descansar é crime
Mas o pior de tudo é mesmo o que acontece durante o tempo de trabalho. Os meus superiores querem que eu esteja as 4 horas sentada a render o máximo que é humanamente possível, por isso, dificultam ao máximo as minhas pausas – que são legais e demoraram séculos a conquistar – para ir comer qualquer coisa ou ir simplesmente à casa de banho. A única coisa que me autorizam a levar para junto de mim, no meu posto de trabalho na caixa, é uma garrafinha de água previamente selada e nada mais. De resto, o que levar para comer e beber (sumos e iogurtes líquidos não podem ir comigo para a caixa) tenho que deixar no Posto de Informações e só tenho acesso quando da caixa telefono para lá. Normalmente, no Posto, fazem que se esquecem desses pedidos, passando uma eternidade até eu finalmente conseguir ir comer. E, quando a muito custo lá consigo obter autorização para ir comer, sou pressionada para ser ultra rápida, pelo que em vez de mastigar estou mais habituada a engasgar-me. O mesmo acontece com as idas à casa de banho, sempre altamente dificultadas.

8 – Gerem-nos como se fôssemos animais
Há uns tempos, uma colega sentiu-se mal quando estava na caixa, fartou-se de pedir licença para ir à casa de banho, mas foi obrigada como de costume a esperar tanto, tanto que lá se vomitou, quase em cima de um cliente.

Não se calem e denunciem todos os abusos nas redes sociais e nos blogs.

(gostava imenso de assinar, mas os 260€ do salário fazem-me tanta falta)

Fonte:  
https://obeissancemorte.wordpress.com/2015/02/21/sobre-os-abusos-permanentes-aos-trabalhadores-dos-hipermercados-continente-por-trabalhadora-abusada/


Interpretação da notícia:
Este é um relato de alguém que luta no seu quotidiano para fazer a diferença. O relato acima descrito manifesta o desagrado de um funcionário no seu posto de trabalho, mais especificamente num hipermercado. Além desse descontentamento parece desumano e cruel que um trabalhador possa ser tratado desta maneira, como é dito no título deste artigo ''As pessoas estão no centro do sucesso'', contudo nem sempre são tratadas dessa maneira, até pelo contrário. 
Este relato deveria chocar qualquer pessoa mas a verdade é que a maioria dos trabalhadores trabalham nas condições acima descritas, pois não reclamam (por medo de serem despedidos ou de sofrerem represálias) e são casos geralmente muito meticulosos para serem julgados. Esta hipocrisia chega ao ponto dos hipermercados, em forma de campanha de marketing, afirmarem que se importam com a temática dos recursos humanos e que os seus trabalhadores são a sua principal causa, facto que não acontece.
Como é esperado que uma organização funcione na sua plenitude com estas práticas de recursos humanos? Será possível que algum administrador/chefe pense que esta forma de gerir é a melhor para a sua empresa? Não são capazes de perceber que, tal como eles, os seus funcionários/colaboradores são seres humanos, e como tal têm necessidades tão banais, como por exemplo ir a casa de banho durante o seu trabalho? Estas são perguntas tão inquietantes que parecem ter uma resposta lógica, mas infelizmente nem todos conseguem perceber esta lógica.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Como gerir pessoas?




Decidimos publicar um vídeo que demonstre uma das várias formas de gerir pessoas.

Na nossa opinião não existe uma forma correcta de gerir recursos humanos, existe sim é uma linha de pensamento que deve ser seguida pelo gestor e tentar adaptá-las ao contexto social e empresarial.

No que toca aos recursos humanos, a intervenção de um gestor deve ser suave e cuidadosa, pois existem certas práticas que para o gestor é a mais correcta e que pode ser interpretada de forma errada pelo colaborador.