Gestão de Recursos Humanos não é mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores, mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Será dado incentivo para que pais possam trabalhar em part-time

Será dado incentivo para que pais possam trabalhar em part-time



Com a baixa taxa de natalidade a ser um dos problemas que mais preocupa Portugal, o Programa Operacional Inclusão Social e Emprego contemplará uma medida que permitirá aos pais trabalhar em tempo parcial e às empresas que recorram a fundos comunitários pagar a um novo trabalhador.

A medida fará parte do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POIESE), que deverá ser publicado nos próximos dias, e que visa a criação de condições mais favoráveis para que pais e mães com filhos até dois anos possam decidir se querem passar mais tempo em casa e trabalhar apenas a tempo parcial, para melhor acompanhar o crescimento dos filhos nos primeiros meses de vida.

A medida permite, assim, a utilização de fundos comunitários para pagar o salário do trabalhador que vá substituir o pai ou mãe a tempo parcial. Existe apenas uma obrigatoriedade: o trabalhador contratado terá que constar na lista de desempregados nos Centros de Emprego.

Segundo o Jornal de Negócios fica apenas por esclarecer se o pai que opte por ficar mais tempo em casa sofrerá alguma alteração no seu salário inicial.


Fonte: http://www.noticiasaominuto.com/economia/361389/sera-dado-incentivo-para-que-pais-possam-trabalhar-em-part-time


Interpretação da notícia:
Num momento em que o nosso país ainda passa pela uma grave crise económica, o maior problema poderá não ser só os índices económicos. Se olharmos para os restantes índices demográficos, sociais e culturais podemos observar que o futuro de Portugal poderá não ser o mais risonho. A nossa pirâmide etária mostra uma população mais envelhecida e o índice sintéctico de fecundidade mais recente diz que as famílias portuguesas têm entre 1-2 filhos.
O futuro està nas mãos dos mais jovens e se os números acima não mudarem, além dos problemas óbvios adjacentes, será impossível sequer pensar que existirá um futuro para o nosso país.
Esta notícia é uma ''esperança'' tanto para os casais portugueses como para a sociedade em geral, pois é necessário que haja mais medidas de incentivo a natalidade e além disso é necessário pensar no bem-estar das famílias com filhos.
Um trabalhador que consiga passar tempo com o seu filho, será certamente um trabalhador mais pro-activo, dinâmico e feliz e isso só contribuirá para uma maior eficiência e produtividade.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Paulo Macedo explica por que motivo não pode haver total autonomia para contratar

“Se se desse autonomia para os grandes hospitais contratarem desapareciam todos os médicos do Interior.” Foi desta forma que o ministro da Saúde explicou este manhã no parlamento por que motivo o ministério não concorda com o pedido que tem sido ouvido por parte das administrações hospitalares para que haja maior autonomia na contratação de profissionais.

As primeiras limitações às contratações nos hospitais públicos foram instituídas em 2010 pela ministra da Saúde Ana Jorge. Na altura, o governo socialista invocou razões financeiras, obrigando os hospitais com resultados líquidos negativos a pedir autorização para fazer contratações. Desde então várias regras mudaram. Os hospitais passaram a ter de seguir a tabela da Função Pública nos contratos individuais de trabalho e passaram a ter de pedir autorização para todas as contratações. A situação só foi aliviada em 2014 para as contratações de médicos tarefeiros, tendo sido estabelecidas quotas máximas de horas que os hospitais e centros de saúde podem contratar a empresas prestadoras de serviço.

Paulo Macedo defendeu que continua a ser necessário haver limitações para não “desguarnecer” os hospitais da periferia. Nesta área, o governo anunciou esta semana o pacote de incentivos para fixar médicos em zonas onde existem mais carências, regime de subsídios que se traduzirá numa ajuda financeira de 21 mil euros no espaço de cinco anos a cada profissional que seja contratado para os serviços que vão ser listados num diploma a publicar em breve.

Paulo Macedo anunciou que vão manter-se os concursos de âmbito nacional, prometendo que este ano além do recrutamento de recém-especialistas em Abril e Novembro haverá novos concursos para recrutamento de médicos de família, especialistas hospitalares e também um concurso de mobilidade institucional.

Questionado sobre a promessa de que até ao final da legislatura todos os portugueses teriam médico de família, Paulo Macedo comprometeu-se apenas em reduzir o actual de número de utentes sem médico de um milhão para meio milhão até ao final do ano, isto tendo por base os recrutamentos de clínicos actualmente em curso.

Fonte:http://www.ionline.pt/artigos/portugal/paulo-macedo-explica-motivo-nao-pode-haver-total-autonomia-contratar

Interpretação da notícia:
A autonomia na contratação de médicos, ou de outros funcionários públicos, devia ser um conceito pré-adquirido logo desde o início, pois não há ninguém mais habilitado, que a própria instituição para saber quais são as suas necessidades no que toca à contratação de novos colaboradores. 
São as instituições que têm o conhecimento interno próprio para saber quais são os trabalhadores que encaixam no perfil do posto laboral que necessitam e não o Estado que só vê as necessidades das instituições por fora. O argumento do Ministro Paulo Macedo é preocupante, pois afirma que se se desse autonomia suficiente aos grandes hospitais, o interior do país ficava sem médicos, mas já não acontece isso? Portugal é um país que necessita de médicos estrangeiros para suprir as necessidades de vários centros de saúde e hospitalares, por isso desde logo dá para perceber que temos poucos médicos, seja no litoral ou no interior.
Um mau recrutamento poderá sair muito caro a uma organização, por isso se não lhe for dada (alguma pelo menos) autonomia para contratar, então o mais certo é que essa contratação acabe por ser um fracasso.

sábado, 7 de março de 2015

Eis o que jamais deve fazer numa entrevista de emprego



É na entrevista de emprego que o primeiro contacto entre candidato e possível futuro patrão ou chefe acontece. A primeira impressão é das importantes, mas são muitos os erros que podem ditar o ‘não’ quase imediato. Nós dizemos-lhe dez.

A empresa de recrutamento ‘Front of House’ elaborou uma lista com os dez erros que jamais deve cometer numa entrevista de emprego, sob a pena de ouvir um ‘não’ redondo.
Em primeiro lugar, destaca o The Independet, não deve dar um aperto de mão ‘mole’, isso irá fazer com que pareça frágil e sem confiança em si mesmo. Seja firme na hora de cumprimentar quem o entrevista.

Mascar uma pastilha elástica também não é, de todo, recomendado numa entrevista de emprego. Adotar uma postura descontraída pode ser uma opção bem-sucedida, mas há que ter em atenção o quão à vontade pode e deve estar perante o seu futuro patrão. De acordo com a empresa que elaborou a lista, estar com uma pastilha elástica na boca reduz bastante a hipótese de conseguir o emprego.
E ainda no que toca a uma postura descontraída, há que ter em conta a roupa que deve usar.Ignorar aquilo a que se chama ‘dress code’ é também meio caminho andado para ouvir uma nega. Não é necessário vestir um smoking, mas também não escolha a roupa que usaria para ir passear com os seus amigos. Arranje um meio-termo entre o sofisticado e o que o deixa confortável. A aparência diz muito e, por vezes, pode espelhar um pouco de desleixo.
Mencionar o seu histórico de trabalho é importante para indicar o grau de experiência que tem, contudo, não caia no exagero. Tanto pode parecer demasiado convencido como também pode dar a entender que não é o candidato ideal para o lugar.
Um quinto erro mencionado no The Independent diz respeito à pobre apresentação e a certos gestos que podem ficar mal ao candidato, como é o caso de colocar a mala em cima das pernas e assim ficar ao longo da entrevista. E aqui enquadra-se também um outro erro apontado: linguagem corporal pobre. “A postura e a linguagem corporal têm um enorme impacto na forma como os entrevistadores vêm as capacidades, competências e confiança do candidato”.
Atender o telefone durante a entrevista é outro dos lapsos mais frequentes e que pior fica ao candidato. Ainda antes de começar a entrevista, o seu telemóvel deve ser desligado ou o som retirado.
Fazer comentários inapropriados é outro aspeto a evitar no momento em que é entrevistado, assim como ter um comportamento rude e uma atitude má. Contudo, diz a ‘Front of House’, há um erro que é o pior de todos e que pode mesmo levar a que não exista uma entrevista:erros no currículo. Antes de enviar o seu CV leia, releia e volte a ler tudo o que escreveu. “Nada arruína mais um currículo do que erros de ortografia”, lê-se na publicação.

http://www.noticiasaominuto.com/economia/356471/eis-o-que-jamais-deve-fazer-numa-entrevista-de-emprego

Interpretação da noticia :
Com esta notícia podemos perceber o quanto numa entrevista os pormenores são importantes. A empresa de recrutamento "Front House" ao elaborar esta lista tenta "ajudar as pessoas a comportarem se" e a não cometerem os erros que poderão deitar tudo a perder. Um simples ato humano por vezes até um pouco inconsciente ou sem querer poderá fazer toda a diferença. Por isso numa entrevista é preciso estar se atento a tudo, até ao mais minimo pormenor que para nós pode não ser nada, mas que para o nosso "futuro patrão" poderá ser. Uma entrevista para um emprego é muito mais do que o trabalho em si, o contacto humano é crucial.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Coordenador nacional diz que adiamento da maternidade "é um problema"

O coordenador da Comissão para uma Política de Natalidade em Portugal não vê com bons olhos a medida da Apple e do Facebook em oferecer o congelamento de óvulos às suas funcionárias. Joaquim Azevedo acredita que o incentivo à natalidade não passa pelo adiamento da maternidade.





A Apple e o Facebook decidiram oferecer às suas funcionárias a opção de congelarem os seus óvulos e adiarem, assim, a maternidade mais uns anos. A medida está a causar muitas reações e a dividir opiniões, especialmente por envolver duas grandes empresas que servem, muitas vezes, de modelo para tantas outras.
Joaquim Azevedo, da Comissão para a Natalidade, criada recentemente por Passos Coelho, admite não conhecer bem o caso em questão, mas defende que adiar a maternidade é, já em si, "um problema". "A adiar já andamos nós. As empresas têm é de criar condições, em termos de horários e acompanhamento, para incentivar as pessoas a terem filhos", explica, ao JN.
"Ir pelo caminho do adiamento não é bom, pois a infertilidade aumenta com a idade. As empresas têm é de fazer com que as mulheres possam ser mães na idade mais adequada e na fase em que têm mais saúde", assegura. "Isso é que é importante e é isso que pretendemos com esta comissão".
"Há muitas outras medidas de harmonização do trabalho e da família que as empresas podem implementar e que não passam pelo caminho do adiamento", finaliza.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=4181169  - Jornal de Noticias

Interpretação:
Estas 2 grandes empresas ao tomarem esta iniciativa, poderão estar de certa forma a exercer um pressão sobre as suas trabalhadoras para que não tenham filhos, que pode levar a longo prazo a um aumento da insatisfação das suas trabalhadoras, já que a fertilidade diminui com o passar do tempo, as trabalhadoras ao adiar a decisão de ter filhos também poderá levar a que mais tarde não consigam ter devido à idade. Sendo estas empresas de sucesso, poderá levar a que outras empresas sigam o seu exemplo, o que continuará a contribuir ainda mais para as baixas taxas de natalidade que já existem e para a diminuição da produtividade devido às pessoas se sentirem insatisfeitas.  

quarta-feira, 4 de março de 2015

Calçado investe 16 milhões e quer criar mais mil empregos

O setor do calçado vai investir 16 milhões de euros em promoção externa entre Julho de 2015 e Junho de 2016, sobretudo nos mercados extra comunitários com potencial de crescimento, com vista a reforçar as suas vendas para o estrangeiro, para onde exportou perto de 1900 milhões de euros em 2014. Em paralelo, estão em curso vários processos de construção e/ou alargamento das unidades fabris já existentes, prevendo-se a criação, num futuro próximo, de “entre 500 e 1000 novos postos de trabalho”, revelou Paulo Gonçalves, porta-voz da APICCAPS, à “Vida Económica”.


Há neste momento a laborar em Portugal 1350 empresas do setor do calçado, componentes e artigos de pele, que empregam 35 mil trabalhadores, mas os projetos de investimento em curso e o continuado crescimento das vendas e das exportações, nomeadamente para fora da Europa (América Latina, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Japão e China), podem vir a gerar mais entre 500 a 1000 novos postos de trabalho no futuro próximo.
Em declarações à “Vida Económica”, Paulo Gonçalves, porta-voz da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS), explica que as exportações para fora da Europa representam hoje 13%, mas o objetivo traçado passa por “chegar aos 20% até 2020”. Por essa razão, no próximo ano - entre Julho de 2015 e Junho de 2016 – a Associação vai trabalhar para a participação em “mais de 70 ações” de promoção externa em várias regiões do mundo, desde feiras a campanhas de imagem para promover as marcas portuguesas de calçado portuguesas. A Austrália, os Estados Unidos e a América Latina são os destinos prioritários.
Na maior feira do mundo do calçado – a MICAM – que teve lugar no início de Fevereiro e onde expuseram 84 empresas portuguesas, o vice-Primeiro-Ministro, Paulo Portas, lançou um desafio ao setor: chegar aos 2000 milhões de euros de exportações no final de 2015. Questionado pela “Vida Económica” sobre se tal meta é possível, Paulo Gonçalves é cauteloso: “não será fácil, pois há um conjunto de fatores que não dominamos, a começar pela previsível evolução de várias economias europeias”, diz. Essa a principal razão por que estão sobretudo a “investir em vários mercados fora da Europa”.
As exportações do calçado para Angola, por exemplo, atingiram os 28 milhões de euros em 2014, mais 3% que em 2013.


Interpretação da notícia:
A indústria de calçado mostra o que deste momento é necessário da economia português, ou seja, olhar para fora (exportações) para ter forma/recurso para conseguir melhorar o poder de compra dos portugueses.

De acordo com a indústria de calçado deste momento decorrem a feiras internacionais, normalmente são a única forma de marketing que as empresas portuguesas desta indústria tem para mostrar o seu trabalho aos restantes intervenientes nesta indústria, as marcas. Pelo que o valor avanço pelo presidente da APICCAPS, é bem possível de atingir, pois a maioria das encomendas são efetuadas dentro desta feiras, do entanto como o mesmo refere a certo tipo de fatores que não se pode controlar. Por este motivo resta ao comerciantes portugueses trabalharem do duro para obter as melhores encomendas e assim poderem proporcionar uma melhor qualidade de trabalho aos seus trabalhadores.

segunda-feira, 2 de março de 2015

As pessoas estão no centro do sucesso (nem sempre assim são tratadas)

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Os hipermercados são um lugar horrível: cínico, falso, cruel. À entrada, os consumidores limpam a sua má consciência reciclando rolhas e pilhas velhas, ou doando qualquer coisa ao sos hepatite, ao banco alimentar ou ao pirilampo mágico.
(...)

Vou-vos relatar apenas a minha banal experiência diária (sem pontos de exclamação já que o escândalo é comum a qualquer um dos tópicos que irei descrever). Espero que sirva de alguma coisa, apesar de saber que ninguém se incomodará muito com ela. Afinal, é a mesma selva que está já em todo o lado.

1 – Salário
Trabalho 20h semanais em troca de 260€ mensais, o que dá pouco mais de 3€ por hora. Que isto se possa pagar a alguém em 2015 devia ser motivo de vergonha para um país inteiro. Que seja um milionário a pagar-me esta esmola devia dar pena de prisão efectiva.

2 – Precariedade
Já vou no terceiro ‘contrato’ de seis meses e ainda não passei a efectiva. Quando chegar a altura em que poderei finalmente entrar para o quadro, serei dispensada como tantas outras. A explicação para a quebra brutal na natalidade está encontrada: afinal, alguém consegue ter filhos nestas condições?

3 – Trabalho não remunerado fora do horário de trabalho
Se o futuro é uma incógnita, o presente é sempre igual: todos os dias, sem excepção, trabalho horas extras grátis que me são impostas. O meu horário de saída é às 15h mas, depois dessa hora, ainda tenho para executar várias tarefas obrigatórias, que me levam entre 15 a 20 minutos diários, como arrumar os cestos das compras e os artigos que os clientes deixam ficar na caixa ou guardar o dinheiro no cofre. No quase ano e meio que levo a trabalhar no Continente, devo ter saído uns 5 dias, no total, à hora certa. E já cheguei a sair uma hora e meia depois das 15h, apesar de os meus superiores saberem muito bem que dali ainda vou para outro trabalho e de, por isso, eu ter sempre imensa pressa para não me atrasar.

4 – Trabalho em dias de folga
Para perpetuar a falta de funcionários na loja, obriga-se aqueles que lá estão a trabalharem pelos que fazem falta, oferecendo assim todos os meses algumas horas do seu tempo de vida e de descanso ao patrão, que deste modo poupa no número de salários a pagar. Mais absurdo: num dia em que esteja de folga, posso ser convocada para ir à loja para fazer inventário. Sou obrigada a ir, apesar de estar na minha folga, e apenas posso faltar mediante justificação médica. E, como se não bastasse, até já aconteceu eu ser avisada no próprio dia da folga.

5 – Cada segundo de exploração conta
Neste ano e meio, cheguei uma única vez 5 minutos atrasada e a minha superior foi logo bruta e agressiva comigo, tendo-me gritado e agarrado pelo braço, apesar de supostamente haver uma tolerância para se chegar até 15 minutos atrasada. Nunca mais voltei a atrasar-me. Nem 10 segundos. (Já sair pelo menos 15 minutos mais tarde do que a hora prevista, isso é todos os dias.)

6 – Formatação do corpo
Relativamente à aparência física, devemos formatá-la meticulosamente, ao gosto sexista do patrão. Na loja onde trabalho, várias colegas tiveram por isso de eliminar os seus pírcingues, apagar também a cor das unhas (lá só é admitido o vermelho) e uma até teve de mudar de penteado. O patrão quer que nos apresentemos como autênticas bonecas. Faz lembrar os escravos que eram levados para as Américas, a quem se retiravam as suas marcas corporais para serem explorados sem outra identidade que a de escravos (seres humanos transformados em mercadorias).

7 – Pausa para comer/urinar/descansar é crime
Mas o pior de tudo é mesmo o que acontece durante o tempo de trabalho. Os meus superiores querem que eu esteja as 4 horas sentada a render o máximo que é humanamente possível, por isso, dificultam ao máximo as minhas pausas – que são legais e demoraram séculos a conquistar – para ir comer qualquer coisa ou ir simplesmente à casa de banho. A única coisa que me autorizam a levar para junto de mim, no meu posto de trabalho na caixa, é uma garrafinha de água previamente selada e nada mais. De resto, o que levar para comer e beber (sumos e iogurtes líquidos não podem ir comigo para a caixa) tenho que deixar no Posto de Informações e só tenho acesso quando da caixa telefono para lá. Normalmente, no Posto, fazem que se esquecem desses pedidos, passando uma eternidade até eu finalmente conseguir ir comer. E, quando a muito custo lá consigo obter autorização para ir comer, sou pressionada para ser ultra rápida, pelo que em vez de mastigar estou mais habituada a engasgar-me. O mesmo acontece com as idas à casa de banho, sempre altamente dificultadas.

8 – Gerem-nos como se fôssemos animais
Há uns tempos, uma colega sentiu-se mal quando estava na caixa, fartou-se de pedir licença para ir à casa de banho, mas foi obrigada como de costume a esperar tanto, tanto que lá se vomitou, quase em cima de um cliente.

Não se calem e denunciem todos os abusos nas redes sociais e nos blogs.

(gostava imenso de assinar, mas os 260€ do salário fazem-me tanta falta)

Fonte:  
https://obeissancemorte.wordpress.com/2015/02/21/sobre-os-abusos-permanentes-aos-trabalhadores-dos-hipermercados-continente-por-trabalhadora-abusada/


Interpretação da notícia:
Este é um relato de alguém que luta no seu quotidiano para fazer a diferença. O relato acima descrito manifesta o desagrado de um funcionário no seu posto de trabalho, mais especificamente num hipermercado. Além desse descontentamento parece desumano e cruel que um trabalhador possa ser tratado desta maneira, como é dito no título deste artigo ''As pessoas estão no centro do sucesso'', contudo nem sempre são tratadas dessa maneira, até pelo contrário. 
Este relato deveria chocar qualquer pessoa mas a verdade é que a maioria dos trabalhadores trabalham nas condições acima descritas, pois não reclamam (por medo de serem despedidos ou de sofrerem represálias) e são casos geralmente muito meticulosos para serem julgados. Esta hipocrisia chega ao ponto dos hipermercados, em forma de campanha de marketing, afirmarem que se importam com a temática dos recursos humanos e que os seus trabalhadores são a sua principal causa, facto que não acontece.
Como é esperado que uma organização funcione na sua plenitude com estas práticas de recursos humanos? Será possível que algum administrador/chefe pense que esta forma de gerir é a melhor para a sua empresa? Não são capazes de perceber que, tal como eles, os seus funcionários/colaboradores são seres humanos, e como tal têm necessidades tão banais, como por exemplo ir a casa de banho durante o seu trabalho? Estas são perguntas tão inquietantes que parecem ter uma resposta lógica, mas infelizmente nem todos conseguem perceber esta lógica.