O setor do calçado vai investir 16
milhões de euros em promoção externa entre Julho de 2015 e Junho de 2016,
sobretudo nos mercados extra comunitários com potencial de crescimento, com
vista a reforçar as suas vendas para o estrangeiro, para onde exportou perto de
1900 milhões de euros em 2014. Em paralelo, estão em curso vários processos de
construção e/ou alargamento das unidades fabris já existentes, prevendo-se a
criação, num futuro próximo, de “entre 500 e 1000 novos postos de trabalho”,
revelou Paulo Gonçalves, porta-voz da APICCAPS, à “Vida Económica”.
Há neste momento a laborar em Portugal 1350 empresas do setor do calçado,
componentes e artigos de pele, que empregam 35 mil trabalhadores, mas os
projetos de investimento em curso e o continuado crescimento das vendas e das
exportações, nomeadamente para fora da Europa (América Latina, Austrália, Nova
Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Japão e China), podem vir a gerar mais entre
500 a 1000 novos postos de trabalho no futuro próximo.
Em declarações à “Vida Económica”, Paulo Gonçalves, porta-voz da Associação
Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus
Sucedâneos (APICCAPS), explica que as exportações para fora da Europa
representam hoje 13%, mas o objetivo traçado passa por “chegar aos 20% até
2020”. Por essa razão, no próximo ano - entre Julho de 2015 e Junho de 2016 – a
Associação vai trabalhar para a participação em “mais de 70 ações” de promoção
externa em várias regiões do mundo, desde feiras a campanhas de imagem para promover
as marcas portuguesas de calçado portuguesas. A Austrália, os Estados Unidos e
a América Latina são os destinos prioritários.
Na maior feira do mundo do calçado – a MICAM – que teve lugar no início de
Fevereiro e onde expuseram 84 empresas portuguesas, o vice-Primeiro-Ministro,
Paulo Portas, lançou um desafio ao setor: chegar aos 2000 milhões de euros de
exportações no final de 2015. Questionado pela “Vida Económica” sobre se tal
meta é possível, Paulo Gonçalves é cauteloso: “não será fácil, pois há um
conjunto de fatores que não dominamos, a começar pela previsível evolução de
várias economias europeias”, diz. Essa a principal razão por que estão
sobretudo a “investir em vários mercados fora da Europa”.
As exportações do calçado para Angola, por exemplo, atingiram os 28 milhões de
euros em 2014, mais 3% que em 2013.
Interpretação da notícia:
A indústria de calçado mostra o que
deste momento é necessário da economia português, ou seja, olhar para fora
(exportações) para ter forma/recurso para conseguir melhorar o poder de compra
dos portugueses.
De acordo com a indústria de calçado
deste momento decorrem a feiras internacionais, normalmente são a única forma
de marketing que as empresas portuguesas desta indústria tem para mostrar o seu
trabalho aos restantes intervenientes nesta indústria, as marcas. Pelo que o
valor avanço pelo presidente da APICCAPS, é bem possível de atingir, pois a
maioria das encomendas são efetuadas dentro desta feiras, do entanto como o
mesmo refere a certo tipo de fatores que não se pode controlar. Por este motivo
resta ao comerciantes portugueses trabalharem do duro para obter as melhores
encomendas e assim poderem proporcionar uma melhor qualidade de trabalho aos
seus trabalhadores.
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