Gestão de Recursos Humanos não é mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores, mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Trabalhadores insatisfeitos com o trabalho têm maior consumo de substâncias



Os trabalhadores mais insatisfeitos com o seu trabalho são os que apresentam consumos mais elevados de substâncias, o que tanto acontece no tabaco e no álcool, como em medicamentos (sedativos, tranquilizantes ou hipnóticos) e drogas ilícitas, revelam dados do estudo Consumo de substâncias psicoativas na população laboral, apresentado esta quarta-feira em Lisboa. Ainda assim, o emprego parece funcionar como um fator protetor quando se avaliam os consumos entre a população desempregado que atinge níveis mais elevados, sobretudo no tabaco e no álcool.

 Além da insatisfação no trabalho há outros fatores laborais que surgem associados a uma maior prevalência de consumos – é o caso do vínculo laboral. Olhando, por exemplo, para o consumo excessivo de bebidas alcoólicas constata-se que a diferença entre quem é precário e quem tem vínculo à empresa é grande: no caso dos homens apresentam consumo nocivo de álcool 32,5% dos trabalhadores sem vínculo, face a 17,9% dos que o tem, no caso das mulheres a diferença existe mas é mais ténue, entre 10,6% (sem vínculo) e 8% (com vínculo).
Os desempregados apresentam prevalências de consumo de substâncias mais elevados do que as pessoas que estão empregadas. Isso é especialmente notório nos homens no caso do tabaco, em que 53,3% dos desempregados dizem fumar, face a 33,8% das pessoas empregadas. No caso do consumo excessivo de bebidas alcoólicas a diferença é entre 20,7% nos empregados e 22,9% no caso dos desempregados.

Os inquiridos do estudo respondem que nas empresas onde trabalham não são feitas ações de prevenção e controlo de consumo de álcool e drogas no local de trabalho. São 79% os que dizem que não existe qualquer regulamento sobre o seu uso no local de trabalho. Ainda mais inquiridos (87,6%) dizem que no seu trabalho não foi realizada qualquer ação de prevenção sobre esta questão. “Há muito para fazer nesta área”, admitiu o diretor do Sicad, João Goulão.

Quando à realização de testes para a deteção de consumo de álcool e drogas ilícitas, a percentagem dos que dizem que nunca foram feitos ronda os 90%. Manuela Brito, médica do Sicad no Porto, sublinhou que é preciso ter cuidado em relação à forma como os testes de despistagem de drogas e álcool podem estar a ser usados em meio laboral. A clínica disse “que estão a receber cada vez mais relatos” de trabalhadores que dizem que estes testes não são feitos pela medicina no trabalho, mas “por chefias diretas” e “que são usados como forma de chantagem contra o trabalhador”.


Fonte: Catarina Gomes 25/06/2014 - 16:51  - Publico



Interpretação da notícia:
Esta notícia relaciona a produtividade laboral com o consumo de substâncias. O autor do estudo aponta como principais causas para o fenómeno: a insatisfação no trabalho e a curta duração do vínculo com a empresa, portanto podemos concluir que estes fatores levam a um desgaste psicológico que consequentemente poderá afetar a vida pessoal e social dos intervenientes.
Os recursos humanos têm um papel fundamental nestas situações pois poderão ter impactos tanto positivos como negativos nos trabalhadores. Por isso mesmo é que os gestores têm o grande poder de tornar uma pessoa/trabalhador feliz ou infeliz, pois é importante conseguir transmitir a um colaborador que tem confiança nele e que é um elemento fulcral na organização.
Quando não há transparência é difícil conseguir entrosar os vários colaboradores dentro da empresa. Podemos interpretar que a felicidade dos trabalhadores nos cargos que ocupam afetam a sua vida pessoal e o seu comportamento para com a sociedade.

1 comentário:

  1. É lamentável observar ao que, o facto de estarmos insatisfeitos no nosso local de trabalho, pode levar sem termos consciência do quão nefasto poderá ser para o trabalhador e consequentemente a empresa no geral.

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