Gestão de Recursos Humanos não é mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores, mais do que a utilização eficiente dos colaboradores através do uso efectivo dos seus talentos e habilidades com vista a atingir os objetivos da organização sem esquecer o bem-estar dos próprios colaboradores.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Coordenador nacional diz que adiamento da maternidade "é um problema"

O coordenador da Comissão para uma Política de Natalidade em Portugal não vê com bons olhos a medida da Apple e do Facebook em oferecer o congelamento de óvulos às suas funcionárias. Joaquim Azevedo acredita que o incentivo à natalidade não passa pelo adiamento da maternidade.





A Apple e o Facebook decidiram oferecer às suas funcionárias a opção de congelarem os seus óvulos e adiarem, assim, a maternidade mais uns anos. A medida está a causar muitas reações e a dividir opiniões, especialmente por envolver duas grandes empresas que servem, muitas vezes, de modelo para tantas outras.
Joaquim Azevedo, da Comissão para a Natalidade, criada recentemente por Passos Coelho, admite não conhecer bem o caso em questão, mas defende que adiar a maternidade é, já em si, "um problema". "A adiar já andamos nós. As empresas têm é de criar condições, em termos de horários e acompanhamento, para incentivar as pessoas a terem filhos", explica, ao JN.
"Ir pelo caminho do adiamento não é bom, pois a infertilidade aumenta com a idade. As empresas têm é de fazer com que as mulheres possam ser mães na idade mais adequada e na fase em que têm mais saúde", assegura. "Isso é que é importante e é isso que pretendemos com esta comissão".
"Há muitas outras medidas de harmonização do trabalho e da família que as empresas podem implementar e que não passam pelo caminho do adiamento", finaliza.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=4181169  - Jornal de Noticias

Interpretação:
Estas 2 grandes empresas ao tomarem esta iniciativa, poderão estar de certa forma a exercer um pressão sobre as suas trabalhadoras para que não tenham filhos, que pode levar a longo prazo a um aumento da insatisfação das suas trabalhadoras, já que a fertilidade diminui com o passar do tempo, as trabalhadoras ao adiar a decisão de ter filhos também poderá levar a que mais tarde não consigam ter devido à idade. Sendo estas empresas de sucesso, poderá levar a que outras empresas sigam o seu exemplo, o que continuará a contribuir ainda mais para as baixas taxas de natalidade que já existem e para a diminuição da produtividade devido às pessoas se sentirem insatisfeitas.  

quarta-feira, 4 de março de 2015

Calçado investe 16 milhões e quer criar mais mil empregos

O setor do calçado vai investir 16 milhões de euros em promoção externa entre Julho de 2015 e Junho de 2016, sobretudo nos mercados extra comunitários com potencial de crescimento, com vista a reforçar as suas vendas para o estrangeiro, para onde exportou perto de 1900 milhões de euros em 2014. Em paralelo, estão em curso vários processos de construção e/ou alargamento das unidades fabris já existentes, prevendo-se a criação, num futuro próximo, de “entre 500 e 1000 novos postos de trabalho”, revelou Paulo Gonçalves, porta-voz da APICCAPS, à “Vida Económica”.


Há neste momento a laborar em Portugal 1350 empresas do setor do calçado, componentes e artigos de pele, que empregam 35 mil trabalhadores, mas os projetos de investimento em curso e o continuado crescimento das vendas e das exportações, nomeadamente para fora da Europa (América Latina, Austrália, Nova Zelândia, Emirados Árabes Unidos, Japão e China), podem vir a gerar mais entre 500 a 1000 novos postos de trabalho no futuro próximo.
Em declarações à “Vida Económica”, Paulo Gonçalves, porta-voz da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS), explica que as exportações para fora da Europa representam hoje 13%, mas o objetivo traçado passa por “chegar aos 20% até 2020”. Por essa razão, no próximo ano - entre Julho de 2015 e Junho de 2016 – a Associação vai trabalhar para a participação em “mais de 70 ações” de promoção externa em várias regiões do mundo, desde feiras a campanhas de imagem para promover as marcas portuguesas de calçado portuguesas. A Austrália, os Estados Unidos e a América Latina são os destinos prioritários.
Na maior feira do mundo do calçado – a MICAM – que teve lugar no início de Fevereiro e onde expuseram 84 empresas portuguesas, o vice-Primeiro-Ministro, Paulo Portas, lançou um desafio ao setor: chegar aos 2000 milhões de euros de exportações no final de 2015. Questionado pela “Vida Económica” sobre se tal meta é possível, Paulo Gonçalves é cauteloso: “não será fácil, pois há um conjunto de fatores que não dominamos, a começar pela previsível evolução de várias economias europeias”, diz. Essa a principal razão por que estão sobretudo a “investir em vários mercados fora da Europa”.
As exportações do calçado para Angola, por exemplo, atingiram os 28 milhões de euros em 2014, mais 3% que em 2013.


Interpretação da notícia:
A indústria de calçado mostra o que deste momento é necessário da economia português, ou seja, olhar para fora (exportações) para ter forma/recurso para conseguir melhorar o poder de compra dos portugueses.

De acordo com a indústria de calçado deste momento decorrem a feiras internacionais, normalmente são a única forma de marketing que as empresas portuguesas desta indústria tem para mostrar o seu trabalho aos restantes intervenientes nesta indústria, as marcas. Pelo que o valor avanço pelo presidente da APICCAPS, é bem possível de atingir, pois a maioria das encomendas são efetuadas dentro desta feiras, do entanto como o mesmo refere a certo tipo de fatores que não se pode controlar. Por este motivo resta ao comerciantes portugueses trabalharem do duro para obter as melhores encomendas e assim poderem proporcionar uma melhor qualidade de trabalho aos seus trabalhadores.

segunda-feira, 2 de março de 2015

As pessoas estão no centro do sucesso (nem sempre assim são tratadas)

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Os hipermercados são um lugar horrível: cínico, falso, cruel. À entrada, os consumidores limpam a sua má consciência reciclando rolhas e pilhas velhas, ou doando qualquer coisa ao sos hepatite, ao banco alimentar ou ao pirilampo mágico.
(...)

Vou-vos relatar apenas a minha banal experiência diária (sem pontos de exclamação já que o escândalo é comum a qualquer um dos tópicos que irei descrever). Espero que sirva de alguma coisa, apesar de saber que ninguém se incomodará muito com ela. Afinal, é a mesma selva que está já em todo o lado.

1 – Salário
Trabalho 20h semanais em troca de 260€ mensais, o que dá pouco mais de 3€ por hora. Que isto se possa pagar a alguém em 2015 devia ser motivo de vergonha para um país inteiro. Que seja um milionário a pagar-me esta esmola devia dar pena de prisão efectiva.

2 – Precariedade
Já vou no terceiro ‘contrato’ de seis meses e ainda não passei a efectiva. Quando chegar a altura em que poderei finalmente entrar para o quadro, serei dispensada como tantas outras. A explicação para a quebra brutal na natalidade está encontrada: afinal, alguém consegue ter filhos nestas condições?

3 – Trabalho não remunerado fora do horário de trabalho
Se o futuro é uma incógnita, o presente é sempre igual: todos os dias, sem excepção, trabalho horas extras grátis que me são impostas. O meu horário de saída é às 15h mas, depois dessa hora, ainda tenho para executar várias tarefas obrigatórias, que me levam entre 15 a 20 minutos diários, como arrumar os cestos das compras e os artigos que os clientes deixam ficar na caixa ou guardar o dinheiro no cofre. No quase ano e meio que levo a trabalhar no Continente, devo ter saído uns 5 dias, no total, à hora certa. E já cheguei a sair uma hora e meia depois das 15h, apesar de os meus superiores saberem muito bem que dali ainda vou para outro trabalho e de, por isso, eu ter sempre imensa pressa para não me atrasar.

4 – Trabalho em dias de folga
Para perpetuar a falta de funcionários na loja, obriga-se aqueles que lá estão a trabalharem pelos que fazem falta, oferecendo assim todos os meses algumas horas do seu tempo de vida e de descanso ao patrão, que deste modo poupa no número de salários a pagar. Mais absurdo: num dia em que esteja de folga, posso ser convocada para ir à loja para fazer inventário. Sou obrigada a ir, apesar de estar na minha folga, e apenas posso faltar mediante justificação médica. E, como se não bastasse, até já aconteceu eu ser avisada no próprio dia da folga.

5 – Cada segundo de exploração conta
Neste ano e meio, cheguei uma única vez 5 minutos atrasada e a minha superior foi logo bruta e agressiva comigo, tendo-me gritado e agarrado pelo braço, apesar de supostamente haver uma tolerância para se chegar até 15 minutos atrasada. Nunca mais voltei a atrasar-me. Nem 10 segundos. (Já sair pelo menos 15 minutos mais tarde do que a hora prevista, isso é todos os dias.)

6 – Formatação do corpo
Relativamente à aparência física, devemos formatá-la meticulosamente, ao gosto sexista do patrão. Na loja onde trabalho, várias colegas tiveram por isso de eliminar os seus pírcingues, apagar também a cor das unhas (lá só é admitido o vermelho) e uma até teve de mudar de penteado. O patrão quer que nos apresentemos como autênticas bonecas. Faz lembrar os escravos que eram levados para as Américas, a quem se retiravam as suas marcas corporais para serem explorados sem outra identidade que a de escravos (seres humanos transformados em mercadorias).

7 – Pausa para comer/urinar/descansar é crime
Mas o pior de tudo é mesmo o que acontece durante o tempo de trabalho. Os meus superiores querem que eu esteja as 4 horas sentada a render o máximo que é humanamente possível, por isso, dificultam ao máximo as minhas pausas – que são legais e demoraram séculos a conquistar – para ir comer qualquer coisa ou ir simplesmente à casa de banho. A única coisa que me autorizam a levar para junto de mim, no meu posto de trabalho na caixa, é uma garrafinha de água previamente selada e nada mais. De resto, o que levar para comer e beber (sumos e iogurtes líquidos não podem ir comigo para a caixa) tenho que deixar no Posto de Informações e só tenho acesso quando da caixa telefono para lá. Normalmente, no Posto, fazem que se esquecem desses pedidos, passando uma eternidade até eu finalmente conseguir ir comer. E, quando a muito custo lá consigo obter autorização para ir comer, sou pressionada para ser ultra rápida, pelo que em vez de mastigar estou mais habituada a engasgar-me. O mesmo acontece com as idas à casa de banho, sempre altamente dificultadas.

8 – Gerem-nos como se fôssemos animais
Há uns tempos, uma colega sentiu-se mal quando estava na caixa, fartou-se de pedir licença para ir à casa de banho, mas foi obrigada como de costume a esperar tanto, tanto que lá se vomitou, quase em cima de um cliente.

Não se calem e denunciem todos os abusos nas redes sociais e nos blogs.

(gostava imenso de assinar, mas os 260€ do salário fazem-me tanta falta)

Fonte:  
https://obeissancemorte.wordpress.com/2015/02/21/sobre-os-abusos-permanentes-aos-trabalhadores-dos-hipermercados-continente-por-trabalhadora-abusada/


Interpretação da notícia:
Este é um relato de alguém que luta no seu quotidiano para fazer a diferença. O relato acima descrito manifesta o desagrado de um funcionário no seu posto de trabalho, mais especificamente num hipermercado. Além desse descontentamento parece desumano e cruel que um trabalhador possa ser tratado desta maneira, como é dito no título deste artigo ''As pessoas estão no centro do sucesso'', contudo nem sempre são tratadas dessa maneira, até pelo contrário. 
Este relato deveria chocar qualquer pessoa mas a verdade é que a maioria dos trabalhadores trabalham nas condições acima descritas, pois não reclamam (por medo de serem despedidos ou de sofrerem represálias) e são casos geralmente muito meticulosos para serem julgados. Esta hipocrisia chega ao ponto dos hipermercados, em forma de campanha de marketing, afirmarem que se importam com a temática dos recursos humanos e que os seus trabalhadores são a sua principal causa, facto que não acontece.
Como é esperado que uma organização funcione na sua plenitude com estas práticas de recursos humanos? Será possível que algum administrador/chefe pense que esta forma de gerir é a melhor para a sua empresa? Não são capazes de perceber que, tal como eles, os seus funcionários/colaboradores são seres humanos, e como tal têm necessidades tão banais, como por exemplo ir a casa de banho durante o seu trabalho? Estas são perguntas tão inquietantes que parecem ter uma resposta lógica, mas infelizmente nem todos conseguem perceber esta lógica.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Corrupção é “nefasta”, destrói a confiança e trava desenvolvimento - PM timorense


Díli, 20 fev (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, Rui Maria Araújo considerou hoje que a corrupção em Timor-Leste é um problema de grande dimensão que é "nefasto" para a sociedade, destrói a confiança no Estado e trava o desenvolvimento do país.

"A corrupção é um problema grande, reconhecido pelo povo timorense. A corrupção tem um impacto nefasto na sociedade. Afeta tudo, aumenta o custo de vida, envolve fundos públicos, condiciona o bem-estar social, afeta a imagem do setor público", disse hoje em Díli.

"A corrupção é um obstáculo ao desenvolvimento económico. Empresas que querem investir não o farão pela perceção de corrupção. E isso significa menos empregos, menos riqueza, menos bem-estar para a nossa sociedade", afirmou.
Rui Araújo falava num encontro sobre o enquadramento legal do combate à corrupção em Timor-Leste, por ocasião do 5.º aniversário da Comissão Anti-Corrupção (CAC), em Díli.

António Sampaio - Lusa
http://www.msn.com/pt-pt/noticias/other/corrup%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-%E2%80%9Cnefasta%E2%80%9D-destr%C3%B3i-a-confian%C3%A7a-e-trava-desenvolvimento-pm-timorense/ar-BBhN7ka?ocid=mailsignoutmd

Interpretação da notícia:

Infelizmente não é tão comum ler notícias como esta, onde um líder de Estado condena uma problemática social tão grave como a corrupção. Como afirma Rui Maria Araújo, primeiro-ministro timorense: ‘’ A corrupção é um obstáculo ao desenvolvimento económico (…) isso significa menos empregos, menos riqueza, menos bem-estar para a nossa sociedade’’, pois além de trazer problemas graves nas estruturas sociais de um país, como a justiça, política, economia, também traz gravíssimos problemas à população em geral, nomeadamente a nível profissional. A corrupção parece, hoje em dia, ser um problema ‘’cego’’, isto é, toda a gente sabe que existe mas por conveniência ou por simples apatia nada é feito para o combater e como tal isto leva a consequências nefastas dentro de uma sociedade. Esta é a visão geral do problema, quando particularizamos, esta problemática no seio de uma organização esta poderá ser ainda mais prejudicial, pois num local onde qualquer ‘’benefício monetário’’ possa comprar certas práticas criará um clima de desconfiança e de instabilidade que consequentemente poderá levar ao desgaste psicológico e moral dos colaboradores.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Como gerir pessoas?




Decidimos publicar um vídeo que demonstre uma das várias formas de gerir pessoas.

Na nossa opinião não existe uma forma correcta de gerir recursos humanos, existe sim é uma linha de pensamento que deve ser seguida pelo gestor e tentar adaptá-las ao contexto social e empresarial.

No que toca aos recursos humanos, a intervenção de um gestor deve ser suave e cuidadosa, pois existem certas práticas que para o gestor é a mais correcta e que pode ser interpretada de forma errada pelo colaborador.

75% dos Empregadores têm dificuldade em encontrar profissionais


As TI e o Turismo são os sectores em que é mais difícil encontrar quadros.
Três quartos dos empregadores em Portugal admitem sentir dificuldades em identificar os profissionais de que necessitam. A conclusão é do Guia do Mercado Laboral da Hays, que conclui: "em muitos casos, esta dificuldade resultou mesmo numa quebra nos resultados das empresas, ou obrigou a repensar os planos de crescimento do negócio", afirma Paula Baptista, a directora da Hays em Portugal.
Este número é tão mais preocupante se tivermos em conta que 79% dos profissionais qualificados portugueses admitem a possibilidade de vir a trabalhar no estrangeiro, acrescenta Paula Baptista.
Tecnologias da Informação (TI) e Turismo & Lazer são e continuarão a ser, ainda segundo a mesma responsável, os sectores mais afectados por este problema. O ligeiro aumento dos salários praticados em algumas funções nas TI é claramente insuficiente para atrair os profissionais deste sector e para travar a sua saída para países onde lhes são oferecidos pacotes salariais mais aproximados ao seu real valor no mercado, diz o estudo da Hays, Daí que o mesmo saliente que se torna "cada vez mais urgente uma mudança de estratégia na atracção e retenção de talento nesta área".
Patrícia Fernandes, directora de marketing central da Microsoft Portugal, confirma: "na realidade, existe uma disparidade entre a procura e a oferta nesta área". O que acontece, sublinha a responsável desta multinacional tecnológica, é que "muitos dos profissionais que já trabalham no sector não têm as competências necessárias ou, no caso dos desempregados, ainda não equacionaram a possibilidade de redireccionarem a sua carreira".
Também no turismo, o mercado está em pleno crescimento e apresenta já escassez de perfis qualificados, salienta a Hays, numa conclusão que é confirmada pelos responsáveis de dois grandes grupos de hotelaria contactados pelo U&E. "Existe na realidade, o desafio de formar quadros específicos qualificados para funções técnicas de hotelaria, mas que envovlem igualmente competências em áreas tão importantes como a liderança de equipas", afirma Jaime Morais Sarmento, director de recursos humanos do Grupo Pestana em Portugal. O grande desafio, em sua opinião, é encontrar as competências de liderança "ajustadas às características técnicas" da indústria hoteleira.
Também para Fernando Magalhães, director de recursos humanos do Grupo Vila Galé, a maior dificuldade, neste momento, é "encontrar primeiras e segundas linhas de direcção, bem como linhas de chefia intermédias, com as necessárias características de flexibilidade, dedicação e disponibilidade exigidas pela actividade".
O director do Grupo Pestana defende que a formação em Portugal é ainda bastante limitada nesta área devido à "menor importância dada a estas matérias no patamar formativo".
Fonte: Carla Castro 18/02/2015 Económico
http://economico.sapo.pt/noticias/75-dos-empregadores-tem-dificuldade-em-encontrar-profissionais_212257.html

Interpretação da noticia:
Esta noticia mostra a dificuldade que existe no recrutamento para diversas áreas, já que existe dificuldade em identificar as pessoas que realmente querem para as suas organizações, causando assim quebras nos resultados das empresas.
Mesmo com a falta de pessoas qualificadas, as próprias organizações não conseguem cativar as pessoas qualificadas, já que 79% dessas mesmas admitem sair do país em busca de emprego, porque as condições oferecidas aqui em Portugal são baixas quando comparadas com o exterior,  
Em conclusão, esta noticia mostra a importância de um bom recrutamento, mas também mostra a dificuldade das organizações em conseguir competir com outros países para obter pessoas qualificadas, ja que os que existem dentro do país estão a ir para fora devido às melhores condições, mostrando assim que as organizações devem trabalhar no sentido de conseguir aproveitar os melhores profissionais que existem dentro do próprio país. 


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Trabalhadores insatisfeitos com o trabalho têm maior consumo de substâncias



Os trabalhadores mais insatisfeitos com o seu trabalho são os que apresentam consumos mais elevados de substâncias, o que tanto acontece no tabaco e no álcool, como em medicamentos (sedativos, tranquilizantes ou hipnóticos) e drogas ilícitas, revelam dados do estudo Consumo de substâncias psicoativas na população laboral, apresentado esta quarta-feira em Lisboa. Ainda assim, o emprego parece funcionar como um fator protetor quando se avaliam os consumos entre a população desempregado que atinge níveis mais elevados, sobretudo no tabaco e no álcool.

 Além da insatisfação no trabalho há outros fatores laborais que surgem associados a uma maior prevalência de consumos – é o caso do vínculo laboral. Olhando, por exemplo, para o consumo excessivo de bebidas alcoólicas constata-se que a diferença entre quem é precário e quem tem vínculo à empresa é grande: no caso dos homens apresentam consumo nocivo de álcool 32,5% dos trabalhadores sem vínculo, face a 17,9% dos que o tem, no caso das mulheres a diferença existe mas é mais ténue, entre 10,6% (sem vínculo) e 8% (com vínculo).
Os desempregados apresentam prevalências de consumo de substâncias mais elevados do que as pessoas que estão empregadas. Isso é especialmente notório nos homens no caso do tabaco, em que 53,3% dos desempregados dizem fumar, face a 33,8% das pessoas empregadas. No caso do consumo excessivo de bebidas alcoólicas a diferença é entre 20,7% nos empregados e 22,9% no caso dos desempregados.

Os inquiridos do estudo respondem que nas empresas onde trabalham não são feitas ações de prevenção e controlo de consumo de álcool e drogas no local de trabalho. São 79% os que dizem que não existe qualquer regulamento sobre o seu uso no local de trabalho. Ainda mais inquiridos (87,6%) dizem que no seu trabalho não foi realizada qualquer ação de prevenção sobre esta questão. “Há muito para fazer nesta área”, admitiu o diretor do Sicad, João Goulão.

Quando à realização de testes para a deteção de consumo de álcool e drogas ilícitas, a percentagem dos que dizem que nunca foram feitos ronda os 90%. Manuela Brito, médica do Sicad no Porto, sublinhou que é preciso ter cuidado em relação à forma como os testes de despistagem de drogas e álcool podem estar a ser usados em meio laboral. A clínica disse “que estão a receber cada vez mais relatos” de trabalhadores que dizem que estes testes não são feitos pela medicina no trabalho, mas “por chefias diretas” e “que são usados como forma de chantagem contra o trabalhador”.


Fonte: Catarina Gomes 25/06/2014 - 16:51  - Publico



Interpretação da notícia:
Esta notícia relaciona a produtividade laboral com o consumo de substâncias. O autor do estudo aponta como principais causas para o fenómeno: a insatisfação no trabalho e a curta duração do vínculo com a empresa, portanto podemos concluir que estes fatores levam a um desgaste psicológico que consequentemente poderá afetar a vida pessoal e social dos intervenientes.
Os recursos humanos têm um papel fundamental nestas situações pois poderão ter impactos tanto positivos como negativos nos trabalhadores. Por isso mesmo é que os gestores têm o grande poder de tornar uma pessoa/trabalhador feliz ou infeliz, pois é importante conseguir transmitir a um colaborador que tem confiança nele e que é um elemento fulcral na organização.
Quando não há transparência é difícil conseguir entrosar os vários colaboradores dentro da empresa. Podemos interpretar que a felicidade dos trabalhadores nos cargos que ocupam afetam a sua vida pessoal e o seu comportamento para com a sociedade.